domingo, 20 de janeiro de 2013

Sair sim, para melhor

Esta semana foi complicada. Depois de várias semanas seguidas de feriados, viagens e do mais puro descanso e desconexão com o mundo laboral, tive que voltar à dura realidade. Ser adulto e ter que manter o emprego não é algo tão fácil. Tem dias que sinto uma falta danada daqueles dias de aula onde minha única preocupação era fazer a lição de casa de biologia ou de matemática (para citar as matérias que eu menos gostava de estudar). Enfim, essa etapa da minha vida, por mais difícil que tenha sido, eu a lembro com muito carinho. Para dizer a verdade agora estou numa etapa de transição de trabalho. Estou buscando outro emprego, para tentar satisfazer uma necessidade pessoal: de contribuir e realizar algo que realmente me dê prazer. Não que no meu atual emprego eu não tenha uma certa importância, mas depois que mudou o escopo da minha área, deixei de fazer as atividades que eu gostava de fazer e para as quais me contrataram para fazer algo que eu me sinto incômoda e que não são minha área de formação. Sem contar uma carga administrativa que eu não gosto de fazer: exigir que outras áreas da empresa façam seu trabalho. Essa etapa eu tinha vivido quando fui secretária executiva, e ao trabalhar no diretório, eu tinha essa capacidade implícita. Agora sou uma mera funcionária sem o menor direito a fazer uma área de direito ou finanças pagar o contrato com uma modelo que usa lentes multifocais ou não, pois não é nem de perto a prioridade dessas áreas. E, na boa, também não é a minha. Se a empresa não tem a capacidade de cumprir com seus contratos, que contrate gente eficiente, não uma pessoa para ficar correndo atrás dessas coisas, que na minha opinião deveriam vir sozinhas e de forma automática, uma vez que assinaram o contrato.

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